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  • “O Brasil é primeiro no mundo no uso de software livre”

    23/10/2011

    Carisma, simpatia, muitos anos de história no movimento software livre e paixão pelo Brasil. Essa, com certeza, poderia ser uma descrição rápida de Jonh Maddog Hall. Com a palestra, Happy Birthday Linux: Thanks for all the fish, but what is next?, em tradução literal: Feliz aniversário Linux: Obrigado por todos os peixes, mas qual é o próximo?, o entusiasta novamente lotou o auditório principal da Latinoware 2011. Para ele, “o Brasil é primeiro no mundo no uso de software livre”. Isso considerando a aceitação do governo, indústria e comunidade. Outro país de destaque é a Alemanha.

    Maddog fez uma linha do tempo para destacar os pontos mais marcantes da história do Linux. “Em 1969, ao invés de comprar programas para o meu computador, eu escrevia programas e vendia aos meus amigos por um valor suficiente para pagar a cerveja do fim de semana”, relembrou bem-humorado. Ele conta que neste mesmo ano, duas coisas muito importantes para o software livre aconteceram: a criação do Unix e o nascimento do finlandês Linus Torvalds.

    O sistema operacional Unix cresceu ao longo do tempo e seus criadores ativiram o mercado de software escrevendo bons programas de computador com código aberto. “Assim, era possível ver como as pessoas escreviam bons códigos”, analisou Maddog. Para ele, até hoje essa é uma das vantages do software livre permitir que as pessoas apreciem bons códigos e deixe os ruins de lado.

    De 1977 a 1983, os microcomputadores nasciam e com eles o início da informática que conhecemos hoje. Em 84, Richard Stallman lançou o GNU para criar um sistema de software completamente compatível com o Unix. Já em 1991, Linus publicou a versão oficial do núcleo do Linux, desenvolvido com a ajuda de vários programadores voluntários.

    “Em 95, já percebíamos que o Linux tornava-se uma estratégia das grandes empresas. E o mais importante eu comecei a entender o poder da comunidade de software livre trabalhando junto”. No ano seguinte, Maddog viajava ao Brasil pela primeira vez e, de acordo com ele, ficou satisfeito com o uso e pesquisas que eram desenvolvidas no Brasil com Linux. O entusiasta relembrou que no mesmo ano, foi à ilha de Fiji e ao conhecer a necessidade deles por soluções tecnológicas, resolveu deixar um cd com o Linux. “Ali, eu percebi que estava dando dois bilhões de dólares, de trabalho intelectual, e me senti muito bem”, comemorou.

    Maddog pontuou a história apresentando homens que tornaram-se bilionários com softwares livres. Falou sobre o crescimento e fortalecimento do Linux no mercado - que, ocasionalmente, empurrou muitas empresas para o mesmo modelo de governança tecnológica. Mas, sobretudo, despertou nos presentes a sensação de pertencimento à história futura do Linux. “Este é o seu aniversário. Eu tenho 61 anos, vi o computador e o software livre nascer. Não sou o pai de nenhum deles, me considero um padrinho dedicado. Mas esse aniversário é de vocês, porque a coisa mais importante do SL é você! São vocês que mantém essa comunidade viva e cheia de sucesso”.

    Além disso, Jonh fez previsões bem animadas para o futuro. Entre as tantas benfeitorias que o software livre promoverá no mundo, uma delas é o sonho de boa parte dos indivíduos. “2020: a cultura livre traz a paz mundial”, desejou Maddog.

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